Nos últimos três anos, tenho me deparado frequentemente com meus amigos debatendo sobre gêneros musicais, a maioria deles são do Rock, então imagine só o quanto todos eles são fascistas ao separar a Arte Musical em panelas de gênero. Isso me espanta um pouco, pois torna toda a ideologia contra o preconceito e a favor da liberdade (e talvez libertinagem) falsa e decepcionante.
Música é música dividi-la em generos é entediante.
Seria assim tão difícil aos jovens notar que toda essa divisão de estilos, generos e blá, blá, blá é pura falta do que fazer?
Durante várias décadas a indústria tem nos manipulado de forma a fazer-nos acreditar que devemos aderir a algum "tipo" de qualquer coisa.
Eu considero um insulto tentar me colocar dentro de um estilo fechado e acho que os verdadeiros artistas da música também devem se sentir assim. Por que toda arte é única e se de forma bem feita, é também incomparável.
Então, adolescentes frequentadores das praças e roqueiros, punks, funkeiros ou seja lá o que for... parem de perder tempo ditando o que é e o que não é de tal estilo e tentar ser o que não são para "se encaixar", seus frescos ¬¬"
Nunca fui muito ligada em moda, mas ultimamente, estou muito interessada por esse tipo de peça do vestuário feminino. OEspartilho e suas variações datam de cerca do seculo XVI.. mas quem quiser saber mais sobre a história da peça se vira pra achar informações.
Brincadeira... Tem um artigo muito frio sobre o assunto na Wikipédia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Espartilho > e também há outros artigos sobre suas variações na wikipédia, é só procurar.
Espartilho já é lindo, mas combinado com estilo roqueiro parece se tornar quase irrestível.
Como todos sabemos, o espartilho teve seu auge durante a época vitoriana (carece fontes) e era usado pelas mulheres para salientar a cintura. Nunca sai de moda, e nunca é abandonado.
Voltando aos espartilhos, eu os considero bem inspiradores.
Ha... aliás, espartilho me lembra duas coisas: Cabaret francês e Pin Ups...
Uma coisa não muito conhecida das pessoas que me conhecem é que eu gosto muito do visual das dançarinas europeias... Porquê? Acho muito óbvio... as dançarinas e "funcionárias" desses cabaret's podiam ser tudo: menos vulgares.
Elas eram prostitutas sim, mas eram mais bonitas, mais glamourosas e muito mais interessantes do que as muitas "divas" atuais.
Ha... Cabaret me lembra :
Dita Von Teese!!! Musa máxima das dançarinas e Pin Ups vivas... Apesar de eu admirar Arte, Ciências e História, sou uma moça que sabe admirar sem preconceito o talento desse tipo de artista performer. Ela é dançarina e nada burra... Uma grande prova é ela saber usar seus talentos da forma certa.
Dita Von Teese se define assim:"A única artista e pin up perfomer americana com glamour europeu!" (super humilde) e na minha opinião ela tem toda a razão. Ao contrário das performers comuns, Von Tesse é linda e sexy (acho essa palavra muito feia) sem ser vulgar. Tipo... Betty Page também foi um ícone anos atrás, também americana, mas que não tinha a beleza e o estilo meigo de Dita.
Aí esta a Betty Page... Nasceu na década de 20 e morreu em 2008
Curiosidade: a bela moiçoila Von Tesse é casada com o feíssimo Marylin Manson...Afinal, beleza interior é o que importa. Pra felicidade de qualquer marmanjo que esteja lendo essa postagem, vou colocar mais fotos de Dita Von Teese.
Se quiser mais, Jogue no Google e Divirta-se!
Ainda no assunto de Cabarets ( já tinham esquecido que eu sei... ), abaixo tem um clipe bem divertido dos Fratellis, que figura em um Cabaret: Chelsea Dagger.
Eu gosto bastante. Agora fugindo um pouco do meu estilo usual, também tem um ouro clipe, esquecido há alguns anos, que figura também em um cabaret. Quem canta: Musas da música Pop dos anos 2000. Música: Lady Marmalade.
Agora, Continuando o post (que por sinal está ficando muito grande), vou falar das Pin Ups.
O termo quer dizer ao algo parecido com "pendurar na parede", ou algo assim. Não lembro e não achei nas pesquisas.(careço fontes)
No Inicio, Pin Up assim como o termo expressam, ficava nas paredes. Como? Na verdade as Pin Ups eram mulheres desenhadas por artistas, destinadas aos soldados e agentes assim, que passavam muito tempo afastados de suas famílias e das mulheres em geral quando estavam em missões. Esse desenhos eram pendurados na parede e meio que "satisfaziam" os tais soldados... agora: "Como", não me perguntem.
Algumas Pin Ups (no desenho) eram mais comportadas, e pareciam corresponder a donas de casa, como a do lado.
Estilo criativo anos 50 e 60, cinta-liga e atitudes tímidas e despretenciosas... Assim eu descrevo as Pin Ups Domésticas.
E também existiam as Pin Ups mais "apelativas' digamos assim... elas já eram lindas, mas não tinham o estilo, doméstico e sim um look cheio de glamour, como as dançarinas de Cabaret.
E por último mas não menos importante, existe a Pin Up Merchant das Forças Armadas:
Pin Up da Marinha
Pin Up da Aeronáutica
Enfim... Depois das Pin Ups de Papel.. as moças perceberam o poder desse fetiche (frase brega) e passaram a copiá-las. Daí... a simplesmente ENORME onda de modelos, dançarinas e blá blá blá Pin Ups...
Aliás... muitas artistas, especialmente cantoras da atualidade copiam esse estilo cito:
Katy Perry, Fofa... *--*
Amy Winehouse (em seus bons tempos)
e a brasuca Priscilla Novaes Leone, também conhecida como Pitty. Como ela é brasileira, vou dedicar mais espaço para as fotos dela ( qualquer semelhança com a Betty Page NÃO é mera coincidência.)
E cá estou encerrando meu enorme post. Pra fechar com chave de ouro, outro clipe dos Fratellis, em qual figuram três belas Pin Ups:
Meu nome é Annabel Lee. Essa é uma breve história sobre a minha passagem pela França há anos atrás.
Após uma exaustiva viagem à cavalo, cheguei na pequena cidade do Languedoc em 18 de Outubro de 1105, sob os olhares violentos e curiosos de uma pequena população supersticiosa. De lá, parti para a pacata comunidade de Albi.
Naquela cidade, existia um povo demasiado respeitoso. Eles, em duplas a cavalo, espalhavam sua doutrina por toda a região. Tais homens eram chamados de Cavaleiros Brancos. Eram dotados de profundo saber filosófico, enchiam a cidade de paz...
O mundo passava por mudanças aterradoras. Com a conquista dos Romanos sobre vastos territórios, estes então expandiram seus tentáculos sobre a mente e o espírito de toda a Europa, com sua Igreja Católica Apostólica Romana. Durante anos, seu domínio foi absoluto. Porém, com o súbito crescimento econômico da cidade de Albi e a aparente independência que possuíam, algo assustou o Papa, que induziu o Estado a instituir a Sacra Inquisição. Havia na cidade um Albigense chamado Louis Adam. Louis tinha pele clara , olhos e cabelos negros que batiam em seus ombros. Um jovem caridoso e doce, que infelizmente, cedia fácil às emoções e acabava por falar mais do devia. Foi capturado pela Inquisição em 14 de Setembro de 1108. Sofrendo inimagináveis torturas, foi forçado a admitir diante da Inquisição atos de heresia. A morte de Louis ocorreu em praça pública, no centro da pequena cidade, despontando o terror na população. Daí em diante as perseguições só aumentaram, espalhando-se sobre a Terra. Em pouco tempo, as pessoas passaram a ficar tão aterrorizadas, tão perdidas e confusas, que filho se voltava contra o pai, e o pai voltava-se contra o filho, como dizia o livro das Revelações. A Era Negra da Humanidade. Deixei a cidade de Albi, logo após constatar que nesta Terra, independente da Iluminação de poucos, a escuridão da ignorância e malevolência humana era predominante e a dualidade era covarde. Fui morta em 1118, no Império Romano, quando descobriram que esperava uma criança do jovem Louis. Óbvio que, como a mulher errante que era, facilmente despertei suspeitas. Tive medo do julgamento. Por isso resisti ao interrogatório o quanto pude. O Dama de Ferro foi o instrumento escolhido para induzir minha "confissão". Sempre me surpreendeu a criatividade dotada pelos fanáticos para causar a dor. Após minha dita confissão do que seja lá o que eles me acusaram, fui presa com mais 4 mulheres em uma jaula de material pesado e jogada em um profundo rio nas fronteiras do Império. Deixei então esse mundo sob as águas, como se o próprio ar se consumisse, predominando a densidade gélida daquele limbo. Um enorme abismo de água, me engolindo em sua imensidão trazendo à minha mente a dor mais indescritível e insuportável. A dor que liberta o espírito.